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Corpo que mata


Na hora em que estás nua
meu coração da um choque,
Meu sangue por dentro ferve
e minha alma diz;toque,
as suas mãos nessa flor
que transborda de amor
sem paixão que lhe reboque.

Teus seios belos enpinados
no mundo são dois murais,
O teu umbigo é um poço
onde há águas naturais,
Quem olha logo tem sede
para deitar-se na rede
deste teus braços de paz.

Não mostre por caridade
este teu corpo de nata,
Não me faça padecer
com o teu jeito de gata,
Ó moça, eu quero ser franco
teu corpo de seda branco
não é veneno, mas mata.

Cobre as tuas pernas grossas
que são, dois tecidos finos,
Saiba que elas desviam
As rotas do meu destino,
És mais que uma perola morna
por ti, o homem se torna
mais um eterno assassino.

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